terça-feira, 29 de março de 2016

#aguasdecipo #omth : apresentação na Organização Mundial de Thermalismo, out 2015

http://termalismobrasil.blogspot.com.br/2016/03/omth-news-letter-2016.html 
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sábado, 12 de março de 2016

VENDAS





I LOTEAMENTO TERMAL TROPICAL DO BRASL
INÍCIO DAS VENDAS


PROMOÇÃO
 venda dos primeiros lotes
PREÇOS ESPECIAIS !



Cipó - BA
(75) 9183-1398 
(75) 3435-1507

Piracicaba - SP
(19) 3427-2870

email:







MEMORIAL DESCRITIVO

MEMORIAL DESCRITIVO
LOTEAMENTO AGUAS DE CIPÓ
CIPÓ – BAHIA - BRASIL






1 - GENERALIDADES

1.1 - DENOMINAÇÃO
LOTEAMENTO ÁGUAS DE CIPÓ
(ANEXO 1 -  PLANTAS, MAPAS E PERFIS)

1.2 - LOCALIZAÇÃO
ANTIGA FAZENDA MIRIAN
Esquina BR 110 com Rua Aeroporto

1.3 - PROPRIEDADE
FABIO TADEU LAZZERINI
(ANEXO  2 – DOCUMENTAÇÃO)





2 - INTRODUÇÃO
Diante da evidente urbanização da população mundial, se acredita com este projeto, poder contribuir com o planejamento do desenvolvimento econômico sustentável do Município de Cipó, através do aproveitamento racional de seus peculiares recursos naturais, aumento da renda média local e incremento do Termalismo ou Turismo de Saúde como alternativas de atividades econômicas inerentes. Tentando seguir orientações da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação aos Patrimônios Naturais, Índices Humanos de Desenvolvimento e Economia Verde; são pautadas as principais bases deste nacionalmente pioneiro projeto de Loteamento Thermal (Vide anexo 3 – Conceitos Loteamento Águas de Cipó).
A grande maioria das cidades brasileiras, principalmente as mais antigas, nasceram em decorrência das funções que exerciam, se fazendo à guisa do crescimento espontâneo e, portanto, empiricamente, gerando   problemas das mais diversas espécies e grandezas. Com o crescimento demográfico e espacial dos aglomerados urbanos, estes impasses passaram a reclamar a contínua interveniência das administrações municipais, quase sempre sobrecarregadas de encargos, muitas vezes devidos a órgãos de outras esferas administrativas, não podendo, assim, dispensar aos seus próprios problemas o quanto necessário com vistas à uma resolução imediata e definitiva ou, quando nada,a contento,  impedindo que os problemas se repitam ou criem problemas similares, gerando uma solução cíclica dentro de uma mesma equação.
 Este procedimento insipiente, ocasionado por fatos que vão desde a carência de recursos da população até a ação da especulação imobiliária, dificultando a aquisição de terrenos pelas diversas camadas sociais, ocorre também em propriedades particulares, retalhadas por seus proprietários, como também em áreas de ocupação indevida – ditas popularmente invasões-  sem diretrizes que orientem e disciplinem  a formação do núcleo habitacional e sua consolidação dentro de critérios técnicos compatíveis com as necessidades do homem de hoje, com vistas ao futuro, no atendimento às suas funções básicas de habitar, recrear, circular e trabalhar. As invasões e áreas de ocupação indevida alem de trazerem os problemas decorrentes da falta de planejamento, são acometidos pela completa carência de recursos materiais.
            Em verdade, o problema reside na completa falta da aplicação do urbanismo, quer por desconhecer sua necessidade, quer por omissão dos poderes constituídos – principalmente destes, em algumas cidades – e dos quantos procedam a subdivisão das terras com vistas à constituição de núcleos habitacionais.
            O urbanismo, agora, não mais pode prescindir do apoio das outras ciências e técnicas e nem pode limitar sua aplicação apenas às áreas urbanas. Tem que obrigatoriamente se estender às áreas de expansão urbana e ao campo, não só para dotar de condições de melhoria de vida de seus ocupantes como de evitar que busquem a cidade grande para atendimento ao que consideram sua realização. Nas áreas urbanas e de expansão urbana são imprescindíveis procedimentos para controlar o uso e ocupação do solo, preparando para um desenvolvimento consonante com as necessidades e aspirações futuras.

O campo também deve sofrer o impacto dos critérios acima referidos, quer antevendo a melhoria de vida de seus ocupantes quer antevendo a possibilidade de mais tarde vir a ser uma porção urbana.      A questão chegou a tal ponto que a legislação federal passou a exigir que toda cidade com 20.000 ou mais habitantes tenha, obrigatoriamente, de elaborar seu planto diretor municipal e não apenas o plano diretor urbano.

Independentemente de tudo é básico criar condições de fixar o homem no campo, tanto quanto possível, vez que os aglomerados urbanos crescem em progressão geométrica, com ajuda acentuada do êxodo rural, e em desacordo com fatores que promovam a garantia da melhoria da qualidade de vida e o resgate da cidadania.

Via de regra o urbícola acredita que sua realização de vida se encontra na cidade, fato que nem sempre acontece, porquanto ao lá chegar, despreparado para outras atividades que não aquelas que sempre exerceram e sem o traquejo necessário, leva desvantagem para o úrbicola, tendo de se submeter ao subemprego, ao desemprego, às submoradias e tantos outros agravantes, culminando com a prostituição, o tráfego de drogas e a marginalidade para garantir a subsistência.

O projeto que se faz acompanhar do presente memorial é uma proposta para o aproveitamento racional e sustentável de uma área considerada de evidente e já contemporânea expansão urbana na Fazenda Mirian, Distrito de Itapicurú de Cima; com características mistas e residenciais, atendendo aos quantos pretendam uma moradia mais integrada ao meio ambiente, sobremaneira com a possibilidade de maior integração com a natureza. Seu aproveitamento racional, na medida em que evita a ocupação indevida e a futura especulação imobiliária entre os possíveis promotores da invasão, impede a ocupação indevida, alem de criar oportunidade para sua integração com núcleos existentes e outro possíveis a serem implantados no local, uma vez que toda a região apresenta similitude no que concerne ao particular.

3 - CONTEXTO URBANO DA ÁREA
O centro urbano do Município de Cipó se localiza em torno de sua sede, principalmente nas áreas onde se acha implantada a administração municipal, o comércio, praças e centros de lazer ou turísticos. A cidade já conta com um sistema de benfeitorias e infra-estrutura implantadas, programadas e em fase de projeto; bastante eficientes e em adequação junto às normas básicas de seu Plano Diretor em desenvolvimento pelos poderes públicos municipais.

Como normalmente vem ocorrendo no Brasil, a população de Cipó está crescendo significativamente nos últimos anos, bem como sua renda per capita e seu domicilio estar cada vez mais inserido em área urbana. Já no censo de 2000, a população urbana de Cipó correspondia ao dobro da população rural, sendo evidente tal expansão urbana ocupar os distritos e as zonas periféricas. Desta maneira, este vetor de crescimento normalmente deve receber uma atenção política bem definida e planejamento estratégico coerente sobre a ordenação e ocupação do solo, garantindo, nesta ocupação, um melhor habitat e elevando a média do índice de desenvolvimento humano (IDH).

O empreendimento ora proposto, embora não se localize na sede administrativa do município, intenta contribuir para consolidar uma expansão ordenada, reconstituindo uma filosofia do inicio do século passado, um melhor conceito de moradia, sem dúvidas, em consonância com propósitos mais adequados à condição humana, admitindo a possibilidade da criação de outros núcleos na região, se interligando, se integrando e se complementando, dando à esta parte da cidade uma feição mais orgânica.      

4 – PREMISSAS SÓCIO-ECONÔMICAS

            Considerando que as atuais receitas municipais provêm basicamente da pecuária, avicultura, artesanato e indústria de pequeno porte e que o PIB per capita é de R$ 3.035,00; espera-se com este projeto contribuir com o aumento destes valores através da indução de novas oportunidades no comércio e especialmente no turismo.
Isto devido a constatação da notória dotação natural hidromineral da região, historicamente documentada e salientada em recente e aprofundado estudo realizado por DNOCS/CERB/DNAEE intitulado "Levantamento Hidrogeológico Básico da Bacia de Tucano - Vale do Itapicurú"; onde são sintetizados planos setoriais relacionados aos recursos hídricos em que foram estruturadas diversas intervenções do Plano Diretor de Recursos Hídricos para esta região. Seus objetivos e proposições visam apoiar, orientar e implementar a sustentabilidade e melhores usos do meio ambiente, especialmente das águas superficiais e subterrâneas.

Neste trabalho, observa-se dentre as prioridades, o levantamento das demandas existentes na área de influência dos aqüíferos e a proposição das obras para o atendimento das demandas a partir das águas subterrâneas. Também se recomenda como a área mais favorável ao desenvolvimento dos estudos compreendendo os municípios de Itapicurú, Nova Soure, Olindina, Ribeira do Amparo e Ribeira do Pombal (circunvizinhos de Cipó). E a seguir é transcrito um trecho considerado relevante deste documento:
“... ESTÂNCIAS HIDROTERMAIS
O desenvolvimento de região do baixo-médio Itapicurú foi grandemente influenciado pela exploração das águas minerais termais que afloram na região. Durante vários decênios foram feitas tentativas para a construção de um balneário, mas somente em 1929 foi concedida a permissão para exploração das águas termais, na cidade de Cipó. A partir daí tem início o desenvolvimento de toda a região, com a implantação dos balneários de Cipó e Caldas do Jorro, e a construção da estrada Alagoinhas-Cipó, dando origem ao desenvolvimento de importantes centros urbanos regionais, como Cipó, Tucano, Nova Soure, Ribeira do Amparo, Itapicurú e outros.
As estâncias hidrotermais de Cipó e Caldas do Jorro apresentam atrativos naturais de grande valor turístico, cuja exploração poderá ser incrementada, de maneira racional e organizada, visando o aumentar o fluxo turístico para a região, criando mais oportunidades econômicas para as comunidades locais.
EXPLORAÇÃO DAS ÁGUAS MINERAIS
A exploração industrial das águas minerais existentes na bacia sedimentar de Tucano poderá, também, se constituir em nova alternativa para o incremento das atividades econômicas na região.
TURISMO
A recente construção da rodovia litorânea ligando Salvador a Aracaju, a chamada Linha Verde, criou condições favoráveis para o desenvolvimento da região do baixo Itapicurú, onde estão localizados os municípios de Conde e Esplanada.
As belezas e os atrativos naturais da região têm induzido o aumento do fluxo de visitantes e a crescente ocupação de faixa litorânea com empreendimentos imobiliários. Vários empreendimentos turísticos e hoteleiros do grande porte estão sendo estudados e deverão provocar, em médio prazo, um grande afluxo dos investimentos para região, acarretando o conseqüente desenvolvimento da infra-estrutura física, dos serviços públicos e das atividades econômicas de apoio ao turismo....”
            Por considerar o turismo como interessante e sustentável opção econômica comparativa as atualmente predominantes em Cipó e região, também cabe observar estas fazerem parte do Roteiro Turístico Sertanejo e do Circuito das Estâncias Hidrominerais da Bahia (BAHIATURSA).
            Finalmente, é consonante destacar que Cipó pertence oficialmente ao Polígono das Secas, o que no contexto deste projeto de loteamento proporciona vantagens comparativas na captação de recursos do Governo Federal, pois o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste - FNE destina dois terços do seu orçamento para a região Semi-Árida. Além da possibilidade de obter recursos financeiros, também conta a prioridade de atendimento para diversos Projetos.

5 –  MEMORIAL DESCRITIVO

A elaboração e execução deste projeto está sob responsabilidade técnica do Arquiteto Josemberg Trindade, CREA 2.709-d 3ª região/BA; fazendo parte de seu escopo: planta de situação, partido urbanístico, planta técnica, planta comercial, perfil de ruas, e memorial descritivo visando obedecer as exigências do Código de Obra local. Tais documentos já foram protocolados para tramitação junto a Prefeitura Municipal de Cipó, Seção de Tributos em 10/02/2011 e após cuidadosos estudos das autoridades governamentais pertinentes este projeto sofreu modificações solicitadas e que se seguem.
Atendendo à solicitação do proprietário Fábio Tadeu Lazzerini, procedeu-se o levantamento cadastral da área em apreço, cuja representação gráfica se faz anexar ao presente e dele se tornar parte integrante, o que corresponde a 133.172,00 m² (cento e trinta e três mil, cento e setenta e dois metros quadrados), verificando in loco serem suas divisas exatas e sem controvérsias.
Atualmente este imóvel denomina-se Fazenda Águas de Cipó e está devidamente legalizado no Cartório de Registro de Imóveis e Hipotecas, Títulos da Comarca de Cipó/BA, no Livro No. 071, Folhas 006, em 18 de Agosto de 2008 e outorgado na forma da Lei 6015/75 com protocolo No. 14758 – 434 – 1E e Registro No. R6/5015 – 214 – 2V. Onde consta sua propriedade ao Sr. Fabio Tadeu Lazzerini, brasileiro, casado com a Sra. Angela Aparecida Lazzerini, nascido em 02/06/1962, geólogo, com RG: 9103907 SSP/SP e CPF: 075.212.848-52. Sendo o mesmo, também o titular responsável pela execução deste loteamento.

5.1- CARACTERÍSTICAS DA ÁREA
A área objeto do estudo em lide constitui parte da Fazenda Mirian, detendo elementos que estabelecem características de torná-la área de expansão urbana, conforme trâmites previamente requeridos e pertinentes ao Plano Diretor Urbano, ora em processo de adequação e reforma, por determinação federal, passando assim inevitavelmente a fazer parte do Plano Diretor Municipal que abrange toda superfície do município.
        

5.2 – LOCALIZAÇÃO

  A área municipal é de 165,3 km². e está inserida nas folhas cartográficas (SC.24-Z-C-I) e (SC.24-Z-C-II). Os limites do município podem ser observados no Mapa Sistema de Transportes do Estado da Bahia na escala 1:1.500.000 (DERBA, julho/2000). A sede municipal tem altitude de 131 metros e coordenadas geográficas 11°06’00” de latitude sul e 38°31’00” de longitude oeste.
A área destinada a este projeto localiza-se na antiga Fazenda Mirian, margeada pela Rodovia BR-110 (asfaltada e principal acesso ao município) e em esquina com a estrada de acesso ao aeroporto municipal de Cipó, que também a margeia e com asfaltamento em projeto. No Distrito de Itapicurú de Cima, CEP: 48.450-000 e a aproximadamente 1.000 metros do centro histórico, ou marco zero da cidade de Cipó, a Praça Juracy Magalhães (Vide anexo 1).

5.3 - DIMENSÕES, GONIOLOGIA E CONFRONTAÇÕES
        O polígono topográfico formado é representado por uma figura de forma geométrica irregular, medindo seu perímetro 1.703,60m. A poligonal que circunscreve a superfície delimitada, calculada analiticamente, tem sua origem no ponto 01, interseção das linhas limítrofes ente este imóvel, a Estrada do Aeroporto e o imóvel que se lhe justapõe à esquerda. Consoante aos elementos topográficos de demarcação, suas características e confrontações são as seguintes:
                        Partindo do ponto 01, observando um ângulo de 86º36’11” relativamente a rodovia referida, atinge o ponto 02 a 385,70m, guardando confrontações, parte com Vavá de Tota e parte com Vavá; daí, com 61º06’09”, percorridos 232,00m, estabelecendo limites com propriedade de Heloízio Santana, alcança o ponto 03; dando prosseguimento, resguardando 18901’08” a 281,10 mantendo as limitações com Heloízio Santana, obtém-se o ponto 04; continua com 91°04’21”, confinando com a BR 110 para atingir 05 a 100,70m; indo em frente e mantendo a mesma confrontação, alcança 06 a 180,45m; daí, com 136°17’11”, a 83,55m tem-se o ponto 07, estabelecendo limites com a Estrada do Aeroporto e, finalmente com 178º55’00” permanecendo os limites, chega a 01, fechando a poligonal envolvente.
O empreendimento em lide detém uma superfície de 133.172,00 m².

5.4 – FUNDAMENTOS BÁSICOS
            Na concepção do partido urbanístico levaram-se em consideração as características determinantes da área, tirando proveito das situações favoráveis para melhorar as demais. O traçado proposto se altera à otimização da forma geométrica condicionada pela morfologia e pelas curvas de nível, limitando-se o empreendimento aos padrões econômicos desejados.
           Considerando dados coletados pela pesquisa de intenção de ocupação da área, procedida com o objetivo de elaborar um trabalho consciente e em consonância com a realidade, tendência e potencialidade de desenvolvimento desta localidade; onde se pretende que os problemas com moradia não assumam proporções gigantescas e excessiva concentração na região urbana central, podendo gerar problema cíclico dentro de uma mesma equação normalmente observada no país, propomos:
                        Que a intervenção física na área se proceda em função dos dados desta proposta, de forma gradativa e contínua, observando ao máximo a manutenção de suas características originais, a preservação e mesmo recuperação da natureza e parâmetros ecológicos para que a qualidade de vida urbana seja a mais saudável e agradável possível no local, nos arredores e até mesmo com influencias positivas regionais.
           Dentre os principais conceitos originais, se enumeram:
-Ocupação planejada, racional e sustentável desta área
-Facilidade e viabilidade de procedimentos comerciais, de lazer e turismo
-Valorização das áreas remanescentes e das circunvizinhas
-Diversificação como forma de aperfeiçoar o uso de equipamentos comunitários
-Implementar usos dos equipamentos comunitários como forma de estimular as relações dos grupos entre si, com a sociedade local, regional e até mesmo nacional
-Aproveitamento da topografia local do terreno a partir das cotas de limite do mesmo, facilitando escoamento pluvial, evitando erosão do solo arenoso e evitando ao máximo contaminações por fossas ou derramamentos acidentais de poluentes
-Implantação de quadras e ruas, acompanhando esta topografia
-Fomento de atividades turísticas e de lazer no local, cidade e região (Veraneio Termal)
-Proveito de água mineral termal subterrânea do local em recreação aquática, comunitária ou individual, turismo de bem estar e de saúde
-Uso da ventilação eólica natural para conforto térmico e economia de energia
-Sinergia paisagística e proveito da vista panorâmica ao máximo

      5.5 - DIMENSIONAMENTO DO PROJETO        
               O projeto foi dimensionado de maneira a oferecer opção única na região para residências de classe média a alta, com opções de lazer e atendimento comercial próximos. De fácil acesso, serão viáveis ocupações como moradias, veraneio e turismo relacionados a esta importante Estância Hidromineral da Bahia.
                Desta maneira, todas as normas e legislações referentes a loteamentos foram amplamente suplantadas, ou seja, com 50,96% da área total para destinação pública, entre área verde, espaço para cultura e lazer e sistema viário. Como pode ser observado na tabela abaixo:
#
Discriminação
Área - m2
Percentual %
01
Propriedade
133.172,00
100,00
02
Lotes
65.301,41
49,04
03
Área Verde, Cultura e Lazer Público
30.794,02
23,12
04
Sistema Viário
37.076,57
27,84

                Salientando que o plano destina apenas 49,04% da área total para a própria implantação de lotes comerciais ou residenciais e com 6,91% da área total para usos reservados estratégicos. Também são previstas todas as exigências e facilidades para a implementação de:

-Condomínio de entrada única e maximizado em segurança
-Definida setorialização entre moradia, lazer e comércio
-Conforto ambiental, acústico e térmico
-Sistema de acesso aos meios públicos (água, luz, esgoto, telefone/internet/cabo, arruamento amplo e paisagístico) com disponibilidade planejada e facilitada
-Utilização sinérgica dos especiais recursos hídricos termais subterrâneos
-Benfeitorias essenciais, como: melhoramentos das vias internas, abastecimento de água, acesso a rede elétrica e de telefonia/cabo, iluminação e esgotamento pluvial públicos; planejados e obrigatórios contratualmente   


5.6 – MODELO CONTRATO DE COMPRA-VENDA
             Será elaborado um contrato individual de compra e venda de imóveis prevendo até 15% do valor revertido a benfeitorias internas de maneira a extensão dos serviços sociais não serem onerados à Prefeitura Municipal de Cipó; através do qual serão comercializados os lotes, como também na Convenção do Condomínio e em outros textos e peças gráficas que serão levadas ao conhecimento dos adquirentes em minutas de contrato em que se prevê o previsto no item a seguir.

6 - INFRA ESTRUTURA PREVISTA
                          Na fase final de aprovação, e de acordo com a Secretaria de Obras e Urbanismo da Prefeitura, será elaborado um cronograma de obras, com vistas à sua conclusão dentro do prazo previsto. Releva-se a proximidade com o principal acesso rodoviário e aeroviário (bastantes satisfatórios) ao município.

6.1 – NORMAS DE CONSTRUÇÃO
              Serão previstos em contrato de compra e venda e nas eventuais normas condominiais, que as habitações a serem construídas observem um recuo frontal mínimo de 4,00m e laterais de 1,50m, independentemente de  haver ou não  abertura de ventilação ou iluminação para os lados ou para o fundo. Também que os projetos aproveitem ao máximo a paisagem panorâmica e o conforto térmico do constante vento deste local.
                Na planta de No. 05 do anexo 1, estão delineadas sugestões para setores preferencialmente comercias e para setores obrigatoriamente residenciais ou turísticos; estando os primeiros nas limitações do imóvel coma as vias públicas de acesso.

6.2 - ENERGIA ELÉTRICA
                O custo de implantação da Rede de Energia Elétrica poderá ser rateado entre os condôminos conforme cláusula do Contrato de Promessa de Compra e Venda, já encontrando em andamento  os estudos de  viabilização.
             A energia elétrica é distribuída pela COELBA - Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia, sendo o consumo no município de 4.689 mW/h., assim distribuídos: 3.617 residenciais, 8 industriais, 225 comerciais, 109 serviços e poderes públicos e 19 rurais.

6.3 - ABASTECIMENTO DE ÁGUA
              A demanda de água, per capita, para abastecimento da população, foi calculada na base de 150 l/dia, para a população urbana, e 80 l/dia, para a população rural, com um percentual de atendimento populacional de 90%.
           O abastecimento de água da sede é feito pela EMBASA, enquanto vilas e povoados são abastecidos pela Prefeitura, que tem água de poços como principal fonte de captação. O sistema de abastecimento atende a 2.485 domicílios com rede geral, 495 com poços ou nascentes e 422 de outras de formas.
                O sistema previsto obedecerá a determinações da concessionária local e conforme o acesso também permitido aos reservatórios do poço principal de água mineral termal pré-existente, donde estarão acompanhando nas ruas 1,0 metro de espaço para as tubulações a serem conectadas nas mesmas condições aqui dispostas para a rede elétrica.

6.4 - DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS
                           A drenagem de águas pluviais, em função das características fisiográficas da área poderá ser feita através de galeria tubular pela rua longitudinal lançando no escoamento natural pré-existente.  

6.5 – ÁREA VERDE
   A área total destinada a área verde atinge 23,12% da área total (junto à cultura e lazer público).
                           Sendo a maior parte constituída de espaço com espécies pré-existentes na fazenda e que serão complementadas com a plantação de mudas diversas, preferencialmente daquelas originárias da região. E outra parte menor, distribuída ao longo das ruas (canteiros centrais), onde serão plantadas mudas de eucaliptos.  Nativas da caatinga. Cadastramento, com constatada presença de Juá, Cambuí, Cajú, Nim, ....
             Serão também observadas a qualidade paisagística do local e o fornecimento de bem estar aos ingressantes e em seus arredores.

6.6 - SISTEMA VIÁRIO
                 O plano de loteamento em epígrafe prevê um acesso único para a rua principal identificada em planta (Avenida Águas de Cipó) se articulando com um aglomerado urbano já existente prevendo a interligação com outros idênticos por considerar que a região, com idênticas características, oferece excelentes condições para criação de núcleos residenciais e de lazer. A área comercial possuirá acesso exclusivo e com área de estacionamento individual externa aos lotes referentes que estarão nos contornos externos deste loteamento.
                Com previsão de vias de acesso amplas (acima do exigido legalmente) e que simultaneamente interligarão o sistema de abastecimento, de coleta sanitária, eletricidade, iluminação, telefonia/cabos e arborização paisagística do Loteamento Águas de Cipó.  
               Não obstante a topografia não tenha sido fator relevante na concepção do sistema viário, as ruas da gleba, contam com facilidade para esgotamento das águas pluviais sem quaisquer a interveniências, prevendo a possibilidade de futura ampliação. Com dimensões variadas os lotes são identificados por números, variando sua quantidade por quadra. As quadras, em número de 07, são identificadas por letras.
            A avenida de acesso ao loteamento, Avenida Caldas de Cipó, paralela e limítrofe as vias BR 110 e Estrada do Aeroporto, detém 11,00m de largura, com uma faixa central de 1,00m para passagem de equipamentos urbanos e passeios laterais para pedestres de 1,50m. A avenida águas de Cipó observa pista dupla com 11,00m cada, separados os sentidos por uma faixa verde de 2,00m. Todas as demais medem 15,00m, observando os passeios e a faixa central com as dimensões já referidas. Os dois grimpantes têm 10,00m de largura.
                       O sistema viário interno atinge 27,84% da área total.

                                                           6.7 – COLETAS SANITÁRIAS E DE ESGOTO
          No município, cerca de 17 domicílios apresentam banheiros e sanitários ligados à rede geral, enquanto 2.480 possuem banheiros e sanitários com esgotamento através de fossas sanitárias. Em 922 residências não existem instalações sanitárias. O lixo urbano coletado é transportado em caçambas e depositado em lixões a céu aberto.
             No projeto será fortemente recomendada a instalação de "sistemas individuais ou coletivos de tratamento de esgotos sanitários domésticos" que atendam a uma ou mais unidades residenciais e/ou comerciais. Esta providência visa tratar os esgotos de modo eficiente que venham a produzir efluentes não danosos à saúde humana e animal, além de não poluir o lençol freático, riqueza maior de Cipó, e, causa do empreendimento.
           Estes sistemas normalmente constituídos  e construídos em fibra-de-vidro, da seguinte forma: Caixa com grelha (diâmetro 0.50m), DAFA - digestor anaeróbio de fluxo ascendente (diâmetro 1.75m, h= 1,75m), caixa de passagem e inspeção (diâmetro 0,50m), filtro de matacão (diâmetro 1.75m, h= 1,75m), e, caixa cloradora (diâmetro 0.50m).
             Os efluentes do sistema podem ser lançados: num poço sumidouro vertical ou em uma rede de tubos perfurados para absorção; lançados na rede pública de águas pluviais ou ainda usados para rega de plantas e jardins. É importante frisar que estes sistemas devem distar pouco das vias públicas para facilitar o acesso e uso de bombas de sucção em caminhões "limpa-fossa".

6.8 – CULTURA E LAZER PÚBLICO
                        Os equipamentos comunitários estarão devidamente posicionados para atender a toda a comunidade local sem prejuízo para os lotes mais afastados. Nas áreas livres poderão ser construídos uma escola ou um centro cultural ou comunitário.
           Junto às áreas verdes, estão destinados aproximadamente 23,12% da área total deste empreendimento, como espaço de doação à Prefeitura Municipal de Cipó, conforme legislação e com sugeridos: escola ou espaço cultural, área para “play ground”, recreação ou lazer aquático, centros profissionalizantes, área de saúde hidroclimática, produção de produtos termais (água, plâncton, lama), lago, etc..



                      Salvador, 22 de Julho de 2011



                    ______________________________
                     Josemberg Trindade - Arquiteto
CREA:


O Condomínio Termal

PRIMEIRO LOTEAMENTO TERMAL TROPICAL DO BRASIL

A elaboração e execução deste projeto está sob responsabilidade técnica do Arquiteto Josemberg Trindade, CREA 2.709-d 3ª região/BA; fazendo parte de seu escopo: planta de situação, partido urbanístico, planta técnica, planta comercial, perfil de ruas, e memorial descritivo visando obedecer as exigências do Código de Obra local. Tais documentos já foram protocolados para tramitação junto a Prefeitura Municipal de Cipó, Seção de Tributos em 10/02/2011 e após cuidadosos estudos das autoridades governamentais pertinentes este projeto sofreu modificações solicitadas e que se seguem.
 
Dentre os principais conceitos originais, se enumeram:
-Ocupação planejada, racional e sustentável desta área
-Facilidade e viabilidade de procedimentos comerciais, de lazer e turismo
-Valorização das áreas remanescentes e das circunvizinhas
-Diversificação como forma de aperfeiçoar o uso de equipamentos comunitários
-Implementar usos dos equipamentos comunitários como forma de estimular as relações dos grupos entre si, com a sociedade local, regional e até mesmo nacional
-Aproveitamento da topografia local do terreno a partir das cotas de limite do mesmo, facilitando escoamento pluvial, evitando erosão do solo arenoso e evitando ao máximo contaminações por fossas ou derramamentos acidentais de poluentes
-Implantação de quadras e ruas, acompanhando esta topografia
-Fomento de atividades turísticas e de lazer no local, cidade e região (Veraneio Termal)
-Proveito de água mineral termal subterrânea do local em recreação aquática, comunitária ou individual, turismo de bem estar e de saúde
-Uso da ventilação eólica natural para conforto térmico e economia de energia
-Sinergia paisagística e proveito da vista panorâmica ao máximo.


Exigências e facilidades previstas para a implementação:
-Condomínio de entrada única e maximizado em segurança
-Definida setorialização entre moradia, lazer e comércio
-Conforto ambiental, acústico e térmico
-Sistema de acesso aos meios públicos (água, luz, esgoto, telefone/internet/cabo, arruamento amplo e paisagístico) com disponibilidade planejada e facilitada
-Utilização sinérgica dos especiais recursos hídricos termais subterrâneos
-Benfeitorias essenciais, como: melhoramentos das vias internas, abastecimento de água, acesso a rede elétrica e de telefonia/cabo, iluminação e esgotamento pluvial públicos; planejados e obrigatórios contratualmente.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Estâncias Hidrotermais: Cipó e Jorro (Bahia)


 



A recente construção da rodovia litorânea ligando Salvador a Aracaju, a chamada Linha Verde, criou condições favoráveis para o desenvolvimento da região do baixo Itapicurú, onde estão localizados os municípios de Conde e Esplanada.



As estâncias hidrotermais de Cipó e Caldas do Jorro apresentam atrativos naturais de grande valor turístico, cuja exploração poderá ser incrementada, de maneira racional e organizada, visando o aumentar o fluxo turístico para a região, criando mais oportunidades econômicas para as comunidades locais.

As belezas e os atrativos naturais da região têm induzido o aumento do fluxo de visitantes e a crescente ocupação de faixa litorânea com empreendimentos imobiliários. Vários empreendimentos turísticos e hoteleiros do grande porte estão sendo estudados e deverão provocar, em médio prazo, um grande afluxo dos investimentos para região, acarretando o conseqüente desenvolvimento da infra-estrutura física, dos serviços públicos e das atividades econômicas de apoio ao turismo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Caldas de Cipó e o câncer.



   
CALDAS DE CIPÓ , Bahia 
17 de Dezembro de 2014
 – Fabio Lazzerini


Desde as progressistas termas de Foz do Iguaçu, no Paraná, é que escrevo com certa tristeza estas linhas aos meus queridos amigos do lugar que tanto adoro, nestas margens do Itapicuru Baiano e onde investi meu capital e confiança de desenvolvimento, através de consultoria e do empreendimento Loteamento Termal Águas de Cipó.
A tristeza é por saber que se fala da possibilidade da ocorrência de câncer através da exposição com as águas e dos ambientes das nascentes naturais que ocorrem nos aquíferos da Bacia Sedimentar do Tucano e em especial nas especialíssimas Caldas de Cipó, nesta entrada do Sertão Baiano.
            Afirmo que não conheço bibliografia científica similar ao assunto em específico à caso similar no Mundo e sim que posso em contrário citar alguns efeitos benéficos à saúde humana através de tais exposições, seja em caráter temporário ou cotidiano (terapia ou epidemiologia).
Capítulos 5, 6 e 7 por mim publicados, relacionados aos ambientes de fontes hidrotermais (“hot springs”), suas águas, gases e radioatividade (radônio, torônio, horo-radioatividade e geotermalismo). Vide tese de doutorado sobre componentes biologicamente ativos de fontes hidrominerais do Brasil:  http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/cathedra/06-06-2014/000760871.pdf
Sinceramente, acredito mais em que algum tipo de câncer pode ocorrer nas línguas que preferem divulgar notícias negativas e desprovidas de fundamentos sobre os preciosos recursos naturais termais de Cipó, que possuem sim, reconhecidos e pesquisados efeitos potencialmente terapêuticos ou benéficos ao turismo de saúde.  Mais que estes, sim merecem atenção, aumento de conhecimentos e proteção para ótimas opções ao nosso futuro desenvolvimento sustentável.

Geol. Dr. Fabio Lazzerini
Ex-funcionário do Município de Cipó/BA.
Diretor científico da Sociedade Brasileira de Termalismo (SBTermalismo.org.br).
Presidente da Organização Latino Americana de Termalismo (ALATh.com).
Vice-presidente da Organização Mundial de Termalismo (OMTh.com).
Comenda #1001 de Caballero da Orden del Camiño de Santiago Compostela–Espanha.
CEO do Empreendimento imobiliário do loteamento ÁGUAS DE CIPÓ/BA.

Face: #TermalismoBrasil

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cipó
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cip%C3%B3


Município de Cipó

Fundação 8 de julho de 1931
Gentílico cipoense
Prefeito(a) Jailton Ferreira Macêdo (PT)
(2013–2016)

Localização
Localização de Cipó na Bahia

Localização de Cipó no Brasil
11° 06' 00" S 38° 31' 01" O11° 06' 00" S 38° 31' 01" O

Unidade federativa Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Ribeira do Pombal IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Tucano,Nova Soure,Itapicuru e Ribeira do Amparo
Distância até a capital 240 km
Características geográficas
Área 166,953 km² [2]
População 15 764 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 94,42 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3

Indicadores
IDH 0,61 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 48 989,536 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 133,53 IBGE/2008[5]


Cipó é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população em 2007 era de 15.063 habitantes.


1 História
1.1 Histórico Turístico
2 Lenda de como surgiu o nome da cidade de Cipó
3 Referências


História Em 1730 O Padre Antônio Freire, donatário de uma sesmaria no sertão de Itapicuru de Cima, dirigiu uma representação ao Vice-rei do Brasil, a respeito da utilização das águas termais da região. Somente em 1829, porém o governo da Província mandou construir, pelo capitão-mor João Dantas, um estabelecimento de banhos nas fontes da Missão da Saúde, a um quilômetro da vila de Itapicuru, sendo concluídas as suas obras em 1833.

Já em 1831, a Lei provincial nº 186, mandava construir no lugar denominado Mãe-d’Água de Cipó, uma casa para abrigo dos doentes que procuravam aquelas fontes.

Anos depois, por volta de 1843, a Assembléia mandou construir outra casa que, tal a primeira, passou a chamar-se “Casa da Nação”. Muito tempo depois, as duas casas abandonadas, ruíram devido a uma enchente do rio Itapicuru. Várias tentativas foram feitas para a construção de um balneário, mas somente em 1928 foi concedida permissão para a exploração das águas, fato que ocorreu em 19 de março do mesmo ano. Esta data assinala o início do progresso de Cipó que, a 8 de julho de 1931, foi elevado à categoria de município por força de decreto estadual de nº 7.479. Em virtude desse decreto foram supressos e anexados ao seu território os municípios de Nova Soure, ao qual Cipó pertencia na situação de povoado, Ribeira do Pombal, Tucano e Ribeira do Amparo.

Em 27 de maio e 19 de setembro de 1933 e 18 de julho de 1935, pelos Decretos Estaduais nº 8.447, 8.643 e 9.600, respectivamente, os municípios de Tucano, Ribeira do Pombal e Nova Soure obtiveram autonomia. O município de Nova Soure, porém, perdeu toda a área necessária à formação do distrito sede de Cipó, que juntamente com território total de Ribeira do Amparo, que não logrou emancipação, formou o atual município de Cipó, ficando este, segundo a divisão administrativa do País vigente, composto de três distritos: Cipó, Ribeira do Amparo e Heliópolis.

Alguns anos depois, o governador do Estado, após verificar a situação de abandono em que permanecia o lugar, mandou concluir a rodovia Alagoinhas-Cipó e efetuar o levantamento semicadastral, com o objetivo de traçar o plano urbanístico da cidade.

Assim, em 16 de maio de 1935, Cipó era tornado Estância Hidromineral.

Histórico Turístico  Em 1906, o Coronel Genésio Sales, o qual sofria de úlcera estomacal, foi aconselhado por amigo a passar uma temporada no Sertão Arraial da Mãe d’Água de Cipó, para tentar curar-se do seu problema de saúde. Com a cura mandou construir perto da Fonte Termal, um chalé, que mais tarde, foi transformado em Hotel Termal.

Em 1926, Genésio Sales com o fim de chamar a atenção dos poderes públicos para aquelas águas, empreendeu uma arrojada viagem de automóvel de Alagoinhas a Cipó, a primeira que se fazia ao Nordeste do Estado. Não havendo estradas, seguiu o caminho das cavalgadas, em muitos trechos, mandava abrir estradas, alargar as existentes, para que o automóvel pudesse passar. Nos diversos povoados, os tabaréus, desconhecendo a existência de veículos sem tração animal, recebiam-no com grandes manifestações, faziam promessas e colocavam dentro do carro “vinténs” e “ex-votos”, o automóvel que era novo ao iniciar a viagem ficou bastante danificado. A imprensa de todos os estados do nordeste deu grande publicação ao acontecimento; anos depois, o governo do Estado mandou concluir a rodovia Alagoinhas-Cipó.


Em 1928 o chalé foi transformado no primeiro hotel da cidade por Genésio de Seixas Sales Filho, sob a denominação de Hotel Thermal e após receber em concorrência pública a concessão de uso das águas de Cipó, iniciou suas atividades profissionais, montando um serviço de assistência médica, para atender o povo do arraial e adjacências.

Em 19 de março de 1928 foi concedida permissão para a exploração industrial das águas. Nas fontes termais, onde havia quatro banheiros de palha, Genésio Sales construiu um moderno balneário, composto de uma piscina de água quente (na época a única existente no Brasil), um consultório médico, salas de espera e de tratamentos diversos, instalações sanitárias, “buvet” (chafariz para beber água termal) e dezessete banheiros, dos quais um era gratuito destinado aos pobres.

Em 1930, um bando chefiado por Lampião, o rei do cangaço, afastava os banhistas, causando grandes prejuízos, pois as pessoas o temiam, e por conseqüência disso, não apareciam para fazer uso das águas termais. Mais tarde, depois da morte de Lampião, a cidade voltou a atrair turistas, em busca de suas águas medicinais.

A 16 de maio de 1935, Cipó era tornada Estância Hidromineral, a partir de cuja época passou a exibir uma notável movimentação, tendo em vista o vertiginoso afluxo de veranistas.

Após esse acontecimento, o Rádium Hotel, de arquitetura art déco, foi inaugurado em 1938, o qual hospedava turistas de vários países. Anexo a ele havia um cassino, freqüentado principalmente por hóspedes.

Com o grande número de turistas que passaram a visitar a cidade de Cipó, foi construído em 23 de julho de 1952 o Grande Hotel, conhecido como Elefante Branco da Terra, inaugurado pelo Presidente Getúlio Vargas.

Sua estrutura grandiosa atraiu muitos turistas que, além de desfrutar dos jogos e bailes que o Cassino proporcionava na época, usufruíam também das cascatas e piscinas situada no subsolo do Grande Hotel, sem contar o grande parque de diversão para crianças.

Os hotéis estão hoje em sua maioria fechados. Entretanto, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tem planos de identificar os edifícios da cidade para buscar algum tipo de proteção à rica arquitetura existente na cidade, notadamente no estilo art déco.

Lenda de como surgiu o nome da cidade de Cipó:  Conta que um caçador andava pelas margens do rio Itapicuru. Nas suas andanças pelo sertão, atirou em direção de um pássaro que estava pousado numa árvore e então revoou um bando, o qual chamou atenção do mesmo, e ao chegar perto, ouviu um borbulho de água jorrando no solo de temperatura quente e gosto estranho. Assim, percebeu que naquele lugar havia enormes árvores de Cipó, um verdadeiro Cipoal.

O caçador ao seguir seu percurso em direção da cidade de Itapicuru da Missão, espalhou a notícia das águas descobertas e indicou a todos que a mesma estava na localidade de Cipó, no cipoal às margens do rio Itapicuru. Lenda à parte, vale citar aqui,no sentido de enriquecer detalhes sobre a história do municipio, o que nos relata o Poeta Raniery Caetano quando nos ensina que o gentílico CIPÓ tem origem no Tupy-guarani uma vez que CY = MÃE e YPÓ = ÁGUA, NASCENTE, FONTE... Para os primeiros moradores à margem do Rio Itapicurú, natural foi "aportuguesar" a palavra que na sua origem significava MÃE D"AGUA. Esta versão do poeta e estudioso da historia do municipio é incontestavelmente elucidativa no que se refere à origem real do nome da cidade.


Referências1.↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

2.↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.

3.↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

4.↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

5.↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

[Expandir]v • e Mesorregião do Nordeste Baiano

Microrregiões Alagoinhas • Entre Rios • Euclides da Cunha • Jeremoabo • Ribeira do Pombal • Serrinha

Municípios por microrregião

Alagoinhas Acajutiba • Alagoinhas • Aporá • Araçás • Aramari • Crisópolis • Inhambupe • Rio Real • Sátiro Dias

Entre Rios Cardeal da Silva • Conde • Entre Rios • Esplanada • Jandaíra

Euclides da Cunha Cansanção • Canudos • Euclides da Cunha • Monte Santo • Nordestina • Queimadas • Quijingue • Tucano • Uauá

Jeremoabo Coronel João Sá • Jeremoabo • Pedro Alexandre • Santa Brígida • Sítio do Quinto

Ribeira do Pombal Adustina • Antas • Banzaê • Cícero Dantas • Cipó • Fátima • Heliópolis • Itapicuru • Nova Soure • Novo Triunfo • Olindina • Paripiranga • Ribeira do Amparo • Ribeira do Pombal

Serrinha Araci • Barrocas • Biritinga • Candeal • Capela do Alto Alegre • Conceição do Coité • Gavião • Ichu • Lamarão • Nova Fátima • Pé de Serra • Retirolândia • Riachão do Jacuípe • Santaluz • São Domingos • Serrinha • Teofilândia • Valente

Brasil • Bahia • Mesorregião do Nordeste Baiano

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